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sábado, 16 de abril de 2011

Espasticidade

DEFINIÇÃO: Aumento do tônus muscular que gera uma resistência dependente da velocidade do estiramento passivo do músculo.
A espasticidade é  um sinal decorrente de uma lesão que acomete o "Sistema Piramidal" , ocasionando o que conhece-se por "síndrome de libertação", que pode ser definida como a situação em que o "Sistema Piramidal" deixou de inibir o Extrapiramidal.
É frequentemente encontrada em crianças portadoras de Paralisia Cerebral. Nestas crianças o músculo espástico se mantém em uma posição de encurtamento,  o que interfere no seu crescimento normal,  e a partir daí favorece o desenvolvimento de deformidades musculo-esqueléticas, o que dificultará o controle motor.
Entre os tratamentos disponíveis encontram-se os bloqueios neuroquímicos e neurolíticos que consistem em injeções de medicamentos específicos nos nervos ou músculos (fenol, toxina botulínica) com a finalidade de bloquear a transmissão nervosa e promover o relaxamento muscular. Os bloqueios neuroquímicos ou neurolíticos reduzem a espasticidade e favorecem um maior alongamento do músculo, o que facilitará amotricidade ativa.
Seguem abaixo alguns benefícios obtidos com a realização desta técnica:

Melhorar a função motora
Minimizar contraturas e deformidades
Minimizar a dor
Posicionamento
Facilitar a higiene íntima

Após a aplicação dos bloqueios, orienta-se intensificar o programa fisioterapêutico para maximizar os ganhos. Outro aspecto muito importante é a adesão ao tratamento pela família e/ou cuidadores, para que os exercícios e alongamentos também sejam realizados em casa.

Fonte:
Livro : FISIOPATOLOGIA CLÍNICA DO SISTEMA NERVOSO FUNDAMENTOS DA SEMIOLOGIA
Autor : DARIO DORETTO
Editora : EDITORA ATHENEU

segunda-feira, 8 de março de 2010

Como escolher a cadeira de rodas?

Um dos maiores desafios dos profissionais que atuam na reabilitação de pacientes com problemas neurológicos é a adaptação da criança, adulto ou idoso em sua cadeira de rodas (CR). Cada paciente tem suas necessidades específicas, alguns necessitam de uma cadeira simples, sem muitos recursos; outros, de cadeiras com suporte posturais, cintos de segurança, inclinações, angulações, etc. Uma escolha acertada poderá "libertar" aquela pessoa que antes se sentia inválida, incapaz, dependente, para um "mundo" de possibilidades, com independência, funcionalidade, facilitando a sua inserção na sociedade. Em outros casos, facilitará o cotidiano através do auxilio aos familiares e cuidadores durante transporte, alimentação, inclusão escolar.
Então surge a dúvida: como escolher a melhor cadeira para o meu paciente?
Atualmente existem vários modelos disponíveis, nacionais e importados ( Ortobrás, Jaguaribe, Ortomix, Convaid, Freedom, etc).
Para a escolha correta do tipo de CR, o profissional deverá considerar alguns aspectos de seu paciente:

Aspectos motores
  • controle cervical
  • controle de tronco
  • presença de espasticidade
  • movimentação involuntária
  • presença de deformidades torácicas e do quadril
Aspectos da funcionalidade
  • Para quê será utilizada esta CR? Posicionamento? trabalho? esporte? 
  • O paciente é capaz de, sozinho, deslocar-se com a CR ou não? 
  • O cognitivo está preservado?
Aspectos socioeconômicos
  • A família dispões de recursos financeiros para adquirir a CR, ou será uma CR doada pelo SUS?
obs: Alguns estados brasilerios, como Pernambuco, possuem entidades credenciadas para a doação de cadeira de rodas (AACD - PE).

Acessibilidade
  • Onde esta CR será utilizada?
  • Há espaço para o deslocamento desta cadeira no domicílio?
  • A CR precisa ser desmontável?
  • Esta é uma CR resistente?