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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pequenos Valentes


Algumas pessoas que conheço se referem ao ambiente da UTI Neonatal como um lugar que deprime, entristece... Acreditem, diferentemente de uma UTI de adultos, é um ambiente maravilhoso, que inspira vida e esperança! Apenas quem acompanha aquela "luta diária" dos "pequenos" e suas mães e familiares é que compreende isso.  Por um lado são frágeis e delicados, mas por outro demonstram-se fortes e cheios de vontade de viver!!!
Não há como negar que que estes bebês sofrem, sofrem em virtude dos procedimentos muitas vezes dolorosos, entretanto imprescindíveis para a sua sobrevida. A grande maioria ainda não estava preparada fisiologicamente para o ambiente extra-uterino, são prematuros, cada vez mais extremos e pequenos.
A nossa maior recompensa é o que pode ser lido na reportagem abaixo:
Acessse o link Suely e Chico.

Infelizmente existe um outro lado desta história: a superlotação, a falta de equipamentos, a carência de profissionais, gravidez precoce, pré-natal inadequado, etc.
"Dos partos prematuros, 50% têm causas conhecidas e podem ser evitados", disse o médico Marcos Antônio Barbieri (da USP de Ribeirão Preto-SP), coordenador do que se propõe a ser o mais completo estudo sobre causas e consequências para bebês que nascem antes da 37ª semana.


sábado, 24 de abril de 2010

Gengiva doente ocasiona parto prematuro

Pesquisa inédita realizada no Hospital das Clínicas da UFPE prova que grávidas com grau elevado de periodontite têm sete vezes mais chances de entrar em trabalho de parto antes do 9º mês de gestação.
A pesquisa de Dilma Piscoya, orientada pelos professores Sônia Bechara e Ricardo Ximenes - Programas de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente e em medicina tropical da UFPE.



Gestante com periodontite, grau elevado de inflamação da gengiva e do tecido de sustentação do dente (ligamento e osso), têm sete vezes mais chances de entrar em trabalho de parto prematuro. O resultado é de uma pesquisa inédita, realizada na Maternidade do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, que examinou mulheres da capital e do interior. “As bactérias presentes na boca migram pela corrente sanguínea até o útero e a placenta, provocando contração da musculatura e expulsão do bebê”, explica a neonatologista Dilma Piscoya, que defendeu no mês passado tese de doutorado sobre o assunto.
Segundo Dilma Piscoya, a periodontite, que se caracteriza por sangramento na gengiva, inchaço e em casos mais graves mobilidade do dente, demonstrou ser mais indutora de parto prematuro que infecção urinária, leucorreia, pré-eclâmpsia, pré-natal insuficiente e até uso de cigarro. Para chegar a essa conclusão, Dilma Piscoya excluiu casos em que havia fortes fatores para o nascimento prematuro dos bebês, como diabete, doença renal, cardiopatia ou hipertensão crônica da mãe, além de gravidez gemelar.
“A literatura internacional já mostrava a forte associação entre periodontite na gravidez e parto prematuro. Nosso estudo serve de alerta, no Brasil, para a importância do acompanhamento odontológico das gestantes. A prevenção e tratamento das doenças periodontais das mulheres deve estar no pré-natal e antes dele”, destaca, defendendo prioridade às grávidas nos consultórios de dentista do SUS e encaminhamento ao serviço pelo obstetra. Todas as mães participantes da pesquisa relataram não receber orientação para ir ao dentista. Há também o pensamento equivocado de que grávida não deve fazer tratamento dentário.
(A reportagem  acima foi publicada no Jornal do Comércio - Recife)
Autoria: Veronica Almeida Acesse na íntegra

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mãe - Canguru


A posição Mãe-Canguru promove o incremento do vínculo entre o binômio mãe-bebê, a estimulação prática do aleitamento materno exclusivo, o controle térmico e a diminuição de longos períodos sem a estimulação sensorial do neonato. É responsável pela redução do tempo de internamento de RN prematuros em cerca de 2,5 dias, de acordo com vários estudos na literatura. À medida que o recém-nascido tem alta da UTI mais precocemente há menor exposição a infecções nosocomiais, integração familiar mais precoce, melhora na qualidade de vida deste bebê, melhora na competência materna em cuidar deste RN bem como redução dos gastos hospitalares.
Nós, profissionais da Assistência Neonatal, precisamos incentivar a presença dos pais dentro da Unidade de Terapia Intensiva, favorecer este estabelecimento do vínculo entre os genitores e o seu bebê. Faça a diferença!

Referências:
Miltersteiner et al. Tempo de internação hospitalar de bebês...

domingo, 28 de junho de 2009

DOR no Período Neonatal

Na última década houve um crescente interesse a respeito da DOR no período neonatal. Vários estudos comprovam que os recém-nascidos possuem as estruturas anátomo-fisiológicas para a transmissão do estímulo doloroso já a partir de 24 semanas e portanto, sentem dor.
Considerando que o RN prematuro, devido a imaturidade dos sistemas respiratório, muscular e neurológico, terá uma longa permanência na UTI Neonatal, e que neste período será necessária a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos potencialmente dolorosos,que cuidados estão sendo tomados?
"A dificuldade em se avaliar a dor em recém-nascidos era justificada pela ausência de comunicação verbal desta população, porém diversos estudos já comprovaram a eficácia, a validade e a confiabilidade de escalas para a avaliação da dor em crianças pré-verbais, através da mensuração de respostas fisiológicas e comportamentais, inferidas por meio da observação.""
"Pesquisas atuais, sobre a avaliação da dor e o seu tratamento ou prevenção, vêm sendo realizadas e estão disponíveis a todos os profissionais que atuam nas UCIN, porém pouco pode se observar, na prática rotineira, a aplicação deste conhecimento."



Referências:
Silva YP, Gomez RA, Máximo TA, Silva ACS. Avaliação da dor em neonatologia. Rev. Bras. Anestesiol. 2007; 57: 5: 565-574.
Prestes ACY, Guinsburg R, Balda RCX, Marba STM, Rugolo LMSS, Pachi PR, et al. Frequência do emprego de analgésicos em unidades de terapia intensiva neonatal universitárias. J. Pediatr (Rio J). 2005; 81: 405-10.
Aymar CLG, Coutinho SB. A utilização de analgesia sistêmica em unidades de terapia intensiva neonatal na cidade do Recife. [ Dissertação – mestrado] Recife (PE): Saúde da criança e do adolescente/UFPE, 2008.