quarta-feira, 3 de março de 2010

Doenças Neuromusculares - aspecto respiratório

Pacientes portadores de doenças neuromusculares apresentam hipoventilação alveolar que, comumente não é diagnosticada e nem tratada precocemente, principalmente nos casos em que apresenta uma progressão lenta. Na maioria dos casos só é investigada e tratada após o primeiro episódio de insuficiência respiratória aguda.
A perda da força muscular respiratória leva à hipoventilação e à ineficácia da tosse destes pacientes e pneumonias, atelectasias e insuficiência respiratória são as complicações mais frequentes.É de fundamental importância avaliar o estágio do comprometimento respiratório desses pacientes, para isso devem ser realizadas as mensurações do Pico de Fluxo da Tosse (PFT), Capacidade Vital Forçada (CVF), Pressão Inspiratória máxima (Pimáx) e  Pressão expiratória máxima (Pemáx). Além disso, deve-se realizar a oximetria de pulso e investigar distúrbios associados tais quais refluxo gastroesofágico, asma, apnéia obstrutiva do sono e microaspirações de saliva ou alimentos para a árvore brônquica. Exames como a Espirometria e polissonografia também são recomendados.
A hipoventilação inicialmente ocorre durante o sono e posteriormente na vigília. A ventilação não -invasiva (VNI) surge como um recurso importantíssimo para estes pacientes. Utilizada como terapia de reexpansão pulmonar durante o dia e utilizada durante o sono, tem se mostrado eficaz na redução da taxa de declínio da função pulmonar, melhora da qualidade do sono, redução da sonolência diurna e promovendo bem-estar.
O fisioterapeuta deve estar atento aos sinais e sintomas de hipoventilação: cefaléia matinal, sonolência diurna, vários despertares noturnos, irritabilidade, pesadelos relacionados a sufocamento e afogamento e baixo rendimento escolar.
Avaliação precoce, reavaliações periódicas são pontos fundamentais para o sucesso terapêutico.





fonte:
Insuficiência respiratória crônica nas doenças neuromusculares: diagnóstico e tratamento. Jornal Brasileiro de pneumologia, 2007.

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