quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Vida no ventre - vale a pena assistir!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pequenos Valentes


Algumas pessoas que conheço se referem ao ambiente da UTI Neonatal como um lugar que deprime, entristece... Acreditem, diferentemente de uma UTI de adultos, é um ambiente maravilhoso, que inspira vida e esperança! Apenas quem acompanha aquela "luta diária" dos "pequenos" e suas mães e familiares é que compreende isso.  Por um lado são frágeis e delicados, mas por outro demonstram-se fortes e cheios de vontade de viver!!!
Não há como negar que que estes bebês sofrem, sofrem em virtude dos procedimentos muitas vezes dolorosos, entretanto imprescindíveis para a sua sobrevida. A grande maioria ainda não estava preparada fisiologicamente para o ambiente extra-uterino, são prematuros, cada vez mais extremos e pequenos.
A nossa maior recompensa é o que pode ser lido na reportagem abaixo:
Acessse o link Suely e Chico.

Infelizmente existe um outro lado desta história: a superlotação, a falta de equipamentos, a carência de profissionais, gravidez precoce, pré-natal inadequado, etc.
"Dos partos prematuros, 50% têm causas conhecidas e podem ser evitados", disse o médico Marcos Antônio Barbieri (da USP de Ribeirão Preto-SP), coordenador do que se propõe a ser o mais completo estudo sobre causas e consequências para bebês que nascem antes da 37ª semana.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos Portadores de Doenças Neuromusculares.


PORTARIA Nº 1.370, DE 3 DE JULHO DE 2008
Institui o Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos Portadores de Doenças Neuromusculares.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições, e considerando que as doenças neuromusculares englobam um grupo de doenças que levam à fraqueza muscular generalizada envolvendo membros superiores e/ou inferiores, músculos da orofaringe e da respiração acarretando dificuldades para engolir, falar e respirar; considerando a necessidade de adotar medidas que permitam retardar a perda da função vital dos pacientes portadores de doenças neuromusculares ou mesmo evitá-la, bem como promover a melhoria da qualidade e expectativa de vida destes pacientes; e considerando a necessidade de ampliar o escopo do referido programa contemplando, além da distrofia muscular progressiva, outras doenças neuromusculares cujos portadores, igualmente aos da primeira, de acordo com a fase de evolução de sua doença, comprometimento da função respiratória e outras determinadas situações clínicas, podem se beneficiar com a utilização de equipamentos que propiciem a ventilação nasal intermitente de pressão positiva, resolve:

Art. 1º Instituir, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS, o Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos Portadores de Doenças Neuromusculares.

§ 1º O Programa ora instituído tem por objetivo melhorar a atenção à saúde dos portadores de doenças neuromusculares, adotar medidas que permitam retardar a perda da função vital destes pacientes ou mesmo evitá-la, promover a melhoria da sua qualidade e expectativa de vida e, ainda, ampliar o acesso à ventilação nasal intermitente de pressão positiva quando a mesma estiver indicada.

§ 2º O rol das doenças neuromusculares a ser contemplado pelo Programa será definido, em ato próprio, pela Secretaria de Atenção à Saúde.

§ 3º Pelo seu escopo restrito à distrofia muscular progressiva, fica extinto o Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos Pacientes Portadores de Distrofia Muscular Progressiva instituído pela Portaria nº 1.531/GM, de 4 de setembro de 2001.

Art. 2º Estabelecer que as Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em Gestão Plena do Sistema devam adotar as medidas necessárias à organização e implantação do Programa de Assistência Ventilatória Não Invasiva aos Portadores de Doenças Neuromusculares ora instituído.

Art. 3º Determinar que a Secretaria de Atenção à Saúde - SAS/MS estabeleça os critérios técnicos para a implantação do Programa, o rol de doenças a serem contempladas, bem como adote as medidas necessárias ao fiel cumprimento do disposto nesta Portaria.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros a
contar da competência julho de2008.

Art. 5º Revogar a Portaria nº 1.531/GM, de 4 de setembro de 2001, publicada no Diário Oficial da União nº 172-E, de 6 de setembro de 2001, Seção 1, página 71.

JOSÉ GOMES TEMPORÃO


sábado, 24 de abril de 2010

Gengiva doente ocasiona parto prematuro

Pesquisa inédita realizada no Hospital das Clínicas da UFPE prova que grávidas com grau elevado de periodontite têm sete vezes mais chances de entrar em trabalho de parto antes do 9º mês de gestação.
A pesquisa de Dilma Piscoya, orientada pelos professores Sônia Bechara e Ricardo Ximenes - Programas de pós-graduação em saúde da criança e do adolescente e em medicina tropical da UFPE.



Gestante com periodontite, grau elevado de inflamação da gengiva e do tecido de sustentação do dente (ligamento e osso), têm sete vezes mais chances de entrar em trabalho de parto prematuro. O resultado é de uma pesquisa inédita, realizada na Maternidade do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, que examinou mulheres da capital e do interior. “As bactérias presentes na boca migram pela corrente sanguínea até o útero e a placenta, provocando contração da musculatura e expulsão do bebê”, explica a neonatologista Dilma Piscoya, que defendeu no mês passado tese de doutorado sobre o assunto.
Segundo Dilma Piscoya, a periodontite, que se caracteriza por sangramento na gengiva, inchaço e em casos mais graves mobilidade do dente, demonstrou ser mais indutora de parto prematuro que infecção urinária, leucorreia, pré-eclâmpsia, pré-natal insuficiente e até uso de cigarro. Para chegar a essa conclusão, Dilma Piscoya excluiu casos em que havia fortes fatores para o nascimento prematuro dos bebês, como diabete, doença renal, cardiopatia ou hipertensão crônica da mãe, além de gravidez gemelar.
“A literatura internacional já mostrava a forte associação entre periodontite na gravidez e parto prematuro. Nosso estudo serve de alerta, no Brasil, para a importância do acompanhamento odontológico das gestantes. A prevenção e tratamento das doenças periodontais das mulheres deve estar no pré-natal e antes dele”, destaca, defendendo prioridade às grávidas nos consultórios de dentista do SUS e encaminhamento ao serviço pelo obstetra. Todas as mães participantes da pesquisa relataram não receber orientação para ir ao dentista. Há também o pensamento equivocado de que grávida não deve fazer tratamento dentário.
(A reportagem  acima foi publicada no Jornal do Comércio - Recife)
Autoria: Veronica Almeida Acesse na íntegra

segunda-feira, 8 de março de 2010

Como escolher a cadeira de rodas?

Um dos maiores desafios dos profissionais que atuam na reabilitação de pacientes com problemas neurológicos é a adaptação da criança, adulto ou idoso em sua cadeira de rodas (CR). Cada paciente tem suas necessidades específicas, alguns necessitam de uma cadeira simples, sem muitos recursos; outros, de cadeiras com suporte posturais, cintos de segurança, inclinações, angulações, etc. Uma escolha acertada poderá "libertar" aquela pessoa que antes se sentia inválida, incapaz, dependente, para um "mundo" de possibilidades, com independência, funcionalidade, facilitando a sua inserção na sociedade. Em outros casos, facilitará o cotidiano através do auxilio aos familiares e cuidadores durante transporte, alimentação, inclusão escolar.
Então surge a dúvida: como escolher a melhor cadeira para o meu paciente?
Atualmente existem vários modelos disponíveis, nacionais e importados ( Ortobrás, Jaguaribe, Ortomix, Convaid, Freedom, etc).
Para a escolha correta do tipo de CR, o profissional deverá considerar alguns aspectos de seu paciente:

Aspectos motores
  • controle cervical
  • controle de tronco
  • presença de espasticidade
  • movimentação involuntária
  • presença de deformidades torácicas e do quadril
Aspectos da funcionalidade
  • Para quê será utilizada esta CR? Posicionamento? trabalho? esporte? 
  • O paciente é capaz de, sozinho, deslocar-se com a CR ou não? 
  • O cognitivo está preservado?
Aspectos socioeconômicos
  • A família dispões de recursos financeiros para adquirir a CR, ou será uma CR doada pelo SUS?
obs: Alguns estados brasilerios, como Pernambuco, possuem entidades credenciadas para a doação de cadeira de rodas (AACD - PE).

Acessibilidade
  • Onde esta CR será utilizada?
  • Há espaço para o deslocamento desta cadeira no domicílio?
  • A CR precisa ser desmontável?
  • Esta é uma CR resistente?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Doenças Neuromusculares - aspecto respiratório

Pacientes portadores de doenças neuromusculares apresentam hipoventilação alveolar que, comumente não é diagnosticada e nem tratada precocemente, principalmente nos casos em que apresenta uma progressão lenta. Na maioria dos casos só é investigada e tratada após o primeiro episódio de insuficiência respiratória aguda.
A perda da força muscular respiratória leva à hipoventilação e à ineficácia da tosse destes pacientes e pneumonias, atelectasias e insuficiência respiratória são as complicações mais frequentes.É de fundamental importância avaliar o estágio do comprometimento respiratório desses pacientes, para isso devem ser realizadas as mensurações do Pico de Fluxo da Tosse (PFT), Capacidade Vital Forçada (CVF), Pressão Inspiratória máxima (Pimáx) e  Pressão expiratória máxima (Pemáx). Além disso, deve-se realizar a oximetria de pulso e investigar distúrbios associados tais quais refluxo gastroesofágico, asma, apnéia obstrutiva do sono e microaspirações de saliva ou alimentos para a árvore brônquica. Exames como a Espirometria e polissonografia também são recomendados.
A hipoventilação inicialmente ocorre durante o sono e posteriormente na vigília. A ventilação não -invasiva (VNI) surge como um recurso importantíssimo para estes pacientes. Utilizada como terapia de reexpansão pulmonar durante o dia e utilizada durante o sono, tem se mostrado eficaz na redução da taxa de declínio da função pulmonar, melhora da qualidade do sono, redução da sonolência diurna e promovendo bem-estar.
O fisioterapeuta deve estar atento aos sinais e sintomas de hipoventilação: cefaléia matinal, sonolência diurna, vários despertares noturnos, irritabilidade, pesadelos relacionados a sufocamento e afogamento e baixo rendimento escolar.
Avaliação precoce, reavaliações periódicas são pontos fundamentais para o sucesso terapêutico.





fonte:
Insuficiência respiratória crônica nas doenças neuromusculares: diagnóstico e tratamento. Jornal Brasileiro de pneumologia, 2007.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Mãe - Canguru


A posição Mãe-Canguru promove o incremento do vínculo entre o binômio mãe-bebê, a estimulação prática do aleitamento materno exclusivo, o controle térmico e a diminuição de longos períodos sem a estimulação sensorial do neonato. É responsável pela redução do tempo de internamento de RN prematuros em cerca de 2,5 dias, de acordo com vários estudos na literatura. À medida que o recém-nascido tem alta da UTI mais precocemente há menor exposição a infecções nosocomiais, integração familiar mais precoce, melhora na qualidade de vida deste bebê, melhora na competência materna em cuidar deste RN bem como redução dos gastos hospitalares.
Nós, profissionais da Assistência Neonatal, precisamos incentivar a presença dos pais dentro da Unidade de Terapia Intensiva, favorecer este estabelecimento do vínculo entre os genitores e o seu bebê. Faça a diferença!

Referências:
Miltersteiner et al. Tempo de internação hospitalar de bebês...